O CEO da KPTL, Renato Ramalho, aponta que os setores são os mais aquecidos e que apresentaram maior rentabilidade nos últimos anos
As startups com atuação nos setores de agronegócio, saúde e serviços públicos estão concentrando os investimentos e vem apresentando as maiores rentabilidades nos últimos anos. A análise foi realizada pelo CEO da KPTL, Renato Ramalho, durante o debate sobre investimentos em startups, realizado na quarta-feira, dia 28 de abril, em evento virtual, promovido pelo LIDE Futuro de Ribeirão Preto.
O executivo, responsável por uma das principais gestoras de venture capital do Brasil, com mais de 90 investimentos e 20 “exits” (expressão para o retorno financeiro aos investidores e fundadores de uma startup), afirma ainda que a pandemia também está oferecendo oportunidades para outras áreas como comércio, varejo, educação, entre outros.
“Com a pandemia, ficamos de ponta cabeça, em um Brasil pouco digitalizado, pouco tecnológico. Percebemos um impacto muito grande em empreendimentos tradicionais como varejo e serviços. Assim, foi preciso correr atrás de inovação e que precisamos estar mais próximos da inovação e da tecnologia. O brasileiro gosta muito de tecnologia, estamos entre os três maiores usuários de aplicativos de mídias sociais do planeta”, afirma Ramalho.
De acordo com o CEO da KPTL, o Brasil atualmente tem mais capital disponível do que empresas com potencial para investimentos no universo do empreendedorismo. Ele diz acreditar que ainda falta amadurecimento do setor que está em construção.
“A proposta é procurar a especialização em um segmento. Desde 2008, investimos em um projeto elaborado por engenheiros da USP e do ITA para a produção de um ventilador pulmonar que atendesse as necessidades e características do território nacional. Hoje, a Magnamed é o maior fabricante do Brasil, sendo responsável por cerca de 60% dos ventiladores demandados durante a pandemia”, comenta Ramalho.
Outra tendência percebida pelo executivo da KPTL é a presença em todos os canais de relacionamento disponíveis. “Não vai mais existir empresa online e offline. A tendência é o omnichannel. Quem decide a forma de contato é o seu consumidor. As empresas precisam estar disponíveis em todos os canais. Essa é a nova tendência do varejo”, diz Ramalho.
O debate contou com a presença de empreendedores de diversos setores e com participantes do Projete, programa socioeducativo de Ribeirão Preto mantido por um conjunto de empresas, que ensina conceitos de educação financeira, empregabilidade e empreendedorismo para jovens da escola pública com o objetivo de desenvolver habilidades de comunicação e liderança contribuindo para o desenvolvimento profissional e de cidadania.
