Além das viroses comuns do início do ano letivo, pediatra da Hapvida orienta pais sobre sono, alimentação e sinais de adaptação na escola
No início do ano letivo é comum que o aumento de gripes e resfriados preocupe as famílias. No entanto, a retomada da rotina escolar também envolve mudanças no sono, na alimentação e no comportamento que podem impactar diretamente a saúde física e emocional das crianças.
Segundo Amanda Mendes Spirlandeli, pediatra da Hapvida, a volta às atividades amplia a circulação e a exposição a vírus. “O início do ano letivo é marcado pelo aumento do número de doenças, principalmente por quadros virais devido à maior exposição a esses vírus, bem como mudanças na rotina, sono e alimentação”, explica.
A médica destaca que a prevenção começa com medidas simples. “Uma rotina de sono, alimentação saudável e hidratação, higiene das mãos antes de comer e após usar o banheiro, vacinação em dia e atividades físicas regulares são formas de prevenir e fortalecer o sistema imune nessa época do ano”, orienta. Ela reforça que infecções leves fazem parte da infância, mas exigem atenção quando persistem. “Geralmente, as crianças adoecem pelo menos de seis a oito vezes ao ano. É importante procurar um médico quando há sinais de alarme, como febre prolongada, prostração e desidratação”, complementa.
Comportamento, sono e alimentação
Além das infecções, o retorno às aulas pode provocar alterações no comportamento e na rotina. “É comum os pais notarem mudanças nos filhos e isso se deve a adaptação à nova rotina, muitas vezes com nova escola e novos amigos, o que impacta emocionalmente na criança. Com isso, ocorrem dificuldades para dormir, pesadelos, irritação e sono durante o dia, causados pela nova rotina e ansiedade do novo. Essas alterações podem demorar cerca de um mês para retorno do habitual”, ressalta.
De acordo com a pediatra, a mudança mais visível, muitas vezes, é na parte emocional. “Muitos alunos ficam mais agitados, irritados e com choro fácil. Isso pode acontecer por conta do aumento de estímulo e interação social pelo retorno das aulas, com melhora em duas a quatro semanas”, destaca.
A reorganização dos horários de dormir é outro ponto relevante nesse período. “Durante o sono, o corpo consolida informações e aprendizados daquele dia. É quando produzimos substâncias que fortalecem o sistema imune, recuperam energia e consolidam respostas inflamatórias. Por isso, uma noite de sono ruim pode levar ao cansaço, desatenção, desmotivação e dificuldade nas aulas, interferindo na saúde”, afirma a pediatra.
Para uma boa recuperação das atividades diárias, o ideal é que as crianças durmam, em média, de nove a 12 horas por dia, e adolescentes de oito a 10 horas. “É necessário manter uma rotina do sono, como escovar os dentes, luzes mais baixas e evitar uso de telas uma hora antes de dormir. Os pais ainda devem evitar punições e broncas excessivas para não fazer da hora de dormir um momento tenso”, ressalta Amanda.
A alimentação equilibrada também interfere no aprendizado. “Como nosso cérebro precisa de glicose, proteínas e demais nutrientes para um bom funcionamento, uma boa alimentação influencia na memória, atenção, raciocínio e disposição. Como uma criança ou adolescente está em fase de aprendizagem, é essencial que o cérebro seja nutrido com bons hábitos, com refeições regulares e hidratação adequada”, conclui a médica.
