Endocrinologista da Hapvida explica a importância da avaliação médica e mudanças de hábitos
A obesidade é uma condição caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, sendo classificada como um dos maiores desafios de saúde pública pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Estima-se que, em 2025, cerca de 2,3 bilhões de adultos estejam acima do peso, com 700 milhões diagnosticados com obesidade. A doença está associada a sérias complicações, como diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares, apneia do sono e distúrbios psicológicos.
Segundo a médica endocrinologista da Hapvida, Tânia Toreto, o acompanhamento profissional é essencial para o controle da obesidade, que é uma doença crônica. “O endocrinologista tem um papel fundamental no tratamento, ajudando a monitorar condições associadas e, quando necessário, prescrevendo medicamentos que auxiliam na perda de peso”, explica a especialista.
Os fatores que contribuem para o desenvolvimento da obesidade incluem alimentação inadequada, sedentarismo, predisposição genética, alterações hormonais e metabólicas, distúrbios emocionais e o uso de certos medicamentos.
O diagnóstico da obesidade é realizado por meio da análise do Índice de Massa Corporal (IMC), que é calculado dividindo o peso do indivíduo (em quilogramas) pela altura ao quadrado (em metros). Um IMC igual ou superior a 30 é classificado como obesidade. Além disso, é necessária uma avaliação clínica detalhada para identificar possíveis complicações metabólicas e hormonais.
“O IMC é um dos principais indicadores, mas também levamos em consideração a distribuição da gordura corporal, a história do paciente e exames laboratoriais, que vão definir as melhores estratégias de tratamento”, ressalta a médica.
Entre os exames mais recomendados estão o de bioimpedância, glicemia de jejum, hemoglobina glicada, perfil lipídico, função hepática, exames hormonais e ultrassonografia abdominal.
Tratamento
O tratamento da obesidade envolve mudanças no estilo de vida, como uma alimentação balanceada, a prática regular de atividades físicas e o acompanhamento médico. Em alguns casos, o uso de medicamentos é recomendado para pacientes com sobrepeso, obesidade ou obesidade com comorbidade. Para casos mais graves, a cirurgia bariátrica pode ser uma alternativa.
“O tratamento deve ser individualizado e baseado nas necessidades do paciente, combinando diferentes abordagens para obter os melhores resultados”, conclui a endocrinologista.