Após o término do tratamento ativo de câncer, o medo, a insegurança e ansiedade são sentimentos muito presentes na vida das pessoas e durante este processo a ajuda de profissionais acaba sendo essencial. É onde entram os principais benefícios da medicina integrativa, que cuida do paciente em todas as dimensões de sua existência.

O suporte psicológico, por exemplo, ajudará a pessoa a desenvolver ferramentas e novas estratégias para se adaptar ao futuro. “Um dos principais fatores enfrentado por pacientes oncológicos é a dificuldade de seguir a vida ‘normal’ e sua rotina após o término do tratamento. Isso ocorre porque as pessoas precisam voltar às suas atividades de trabalho, de vida diária, de convívio social e, ao mesmo tempo, manter o importante acompanhamento médico para exames periódicos, tendo que lidar com a temida possibilidade de recidiva da doença”, explica Fabio Bronzi, psicólogo do InORP Oncoclínicas.
Bronzi ainda reforça que a necessidade do acompanhamento psicológico se faz presente também com o intuito de auxiliar o paciente a se fortalecer para iniciar uma nova fase de sua vida. “A abertura para a pessoa falar sobre seus sentimentos, suas angústias e receios são componentes importantes dentro desse manejo, e podem contribuir com a redução da ansiedade e insegurança, além de melhora da qualidade de vida. O objetivo é que a pessoa consiga se redescobrir e ressignificar sua vida após um tratamento tão intenso que é o de câncer”, reforça o psicólogo.

Cuidados no seguimento oncológico
Sabe-se que a modificações de hábitos de vida – como alimentação saudável, atividade física, uso de protetor solar e evitar fumar e ingerir bebida alcoólica – diminuem as chances do tumor recidivar.
” É importante que o paciente dedique parte do seu tempo para atividades que minimize o estresse do dia a dia. Como terapia, leitura, meditação, técnicas de relaxamento. Portanto, manter uma rotina saudável, com cuidados integrados e fazer o seguimento oncológico – com as consultas e exames -, são fundamentais para a programação do pós-tratamento”, explica Cristiane Mendes, oncologista do InORP Oncoclínicas.