Setembro é o mês de conscientização para a prevenção deste tipo de câncer
O câncer de intestino é o segundo tipo de tumor mais incidente no Brasil. Entre os homens, depois de neoplasia de próstata, e mulheres ficando atrás do tumor de mama. A previsão de casos novos, segundo o INCA, é de mais de 40 mil novos casos por ano até 2022.
Também conhecido por câncer de cólon e reto ou colorretal, a doença é prevenível em alguns casos. Quando detectada as lesões pré-malignas através da colonoscopia é feita a retirada, impedindo assim que evolua para tumores invasores. Por isso a recomendação para a população geral é fazer colonoscopia a partir dos 50 anos.
“A doença está ligada a fatores hereditários e genéticos – quem já tem algum histórico familiar deste tipo de câncer precisa de acompanhamento mais frequente. A incidência de neoplasia de intestino relacionados à hábitos de vida são muito mais comuns e os fatores externos que influenciam no aparecimento desse tumor o são: alimentação pobre em frutas, vegetais e fibras – além do o consumo excessivo de carne vermelha e alimentos processados, o tabagismo, o uso de bebidas alcoólicas e doenças inflamatórias no intestino”, esclarece Dra. Cristiane Mendes, oncologista do InORP Oncoclínicas.
Portanto é possível prevenir o surgimento de câncer colorretal adotando hábitos saudáveis como atividade física frequente e manutenção do peso corporal, controle de comorbidades, adoção de uma dieta balanceada rica em fibras, vegetais e frutas, evitar consumo de bebida alcóolica e derivados do tabaco.
Sinais e sintomas, detecção e tratamento
Alguns dos sinais e sintomas associados ao câncer de intestino são surgimento de sangue nas fezes, alterações no hábito intestinal, perda de peso sem causa aparente, fraqueza e anemia, dor, desconforto abdominal, dificuldade para evacuar.
Diante a suspeita clínica de neoplasia, o especialista solicita exames de sangue e imagens. Através da colonoscopia o médico visualiza o interior do intestino e consegue fazer biópsia da lesão suspeita.
O tratamento da neoplasia de intestino é estabelecido após o diagnóstico (biópsia) e exames de imagens – onde é possível ter o chamado ‘estadiamento da lesão’. O tamanho, a localização e extensão da área afetada pelo tumor são avaliados. Com esses resultados, o oncologista e o cirurgião conseguem estabelecer a melhor sequência de intervenções: cirurgia e/ou, quimioterapia. A radioterapia é feita em casos de neoplasia de reto e, dependendo do estadiamento pode ser usado terapia alvo ou imunoterapia.
Os avanços da medicina trazem a cada dia mais precisão no diagnóstico e no tratamento para câncer de intestino. O objetivo primordial é melhorar a qualidade de vida do paciente e buscar um controle efetivo através dos tratamentos estabelecidos.
Para concluir, Dra. Cristiane reforça que é importante fazer rastreamento para câncer colorretal através da colonoscopia. “A adoção de uma rotina mais saudável impacta na diminuição de incidência de câncer colorretal e de outros tumores. E diante qualquer alteração da rotina intestinal, procure auxílio de um médico”, finaliza.
